Homem é condenado a 25 anos de prisão por morte de jovem confundido com integrante de facção em Santa Maria

Homem é condenado a 25 anos de prisão por morte de jovem confundido com integrante de facção em Santa Maria

Foto: Divulgação

Um homem foi condenado a 25 anos de prisão pelo assassinato de Leandro Nunes Acosta, 22 anos, morto a tiros em outubro de 2024, na Bairro Caturrita, em Santa Maria. O réu foi julgado pelo Tribunal do Júri na quarta-feira (6) e considerado culpado por homicídio duplamente qualificado. A sentença também determinou a execução imediata da pena.


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Conforme sustentado pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) no julgamento, o crime ocorreu em meio à disputa entre facções criminosas. O réu, que estava em saída temporária e cumpria pena por roubo, teria confundido Acosta com um integrante de um grupo rival e decidido matá-lo em uma ação de retaliação.

O jovem morto, segundo o MPRS, não tinha qualquer vínculo com organizações criminosas. Ele havia se mudado recentemente para Santa Maria para ficar mais próximo do filho, de três anos, que morava na cidade com a mãe.

O crime ocorreu por volta das 13h30min de 18 de outubro de 2024, em via pública, próximo a uma parada de ônibus. Conforme apresentado durante o júri, Acosta foi atingido por dois disparos pelas costas enquanto tentava fugir. O assassinato ocorreu  diante de pessoas que se deslocavam para o trabalho e aguardavam os coletivos. 

Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, relacionado à retaliação decorrente da disputa entre facções, e de recurso que dificultou a defesa da vítima, em razão da forma como o ataque foi realizado.

A promotora de Justiça Caroline Mottecy Oliveira atuou no plenário e sustentou a condenação. Durante os debates, a defesa apresentou teses de negativa de autoria, ausência de dolo, legítima defesa, relevante valor moral e pediu o afastamento das qualificadoras. Nenhuma das teses foi acolhida pelo Conselho de Sentença.

Após o julgamento, a promotora destacou a decisão dos jurados.

– A sociedade de Santa Maria, mais uma vez, demonstrou firmeza em não compactuar com a covardia e a imposição de medo nas regiões mais vulneráveis da nossa cidade. A resposta foi unânime e deixa um recado claro de que a defesa da vida deve prevalecer – diz a promotora.

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